Diagnóstico Ambiental e monitoramento da Rota do Sol, RST-453/RS-486, Tainhas - Terra de Areia, RS.
O licenciamento ambiental da implantação da Rota do Sol, entre a serra gaúcha e o litoral, foi motivo de muita polêmica no início dos anos 90. Como a legislação que regula os licenciamentos e implantou o Estudo de Impacto Ambiental era recente, os procedimentos que hoje são corriqueiros ainda não estavam estabelecidos. Depois de embargos judiciais que suspenderam as atividades das empreeiteiras, a Fepam elaborou uma série de exigências para que fosse emitida a Licença de Instalação e pudessem ser reiniciadas as obras.
Nesse momento, a BIOLAW, contratada pela empresa HAR Engenharia e Meio Ambiente, passou a desenvolver um estudo amplo e abrangente, que contou com a participação de dez biólogos, que ao longo de um ano de levantamentos com amostragens sazonais realizaram um diagnóstico completo da área de influência da rodovia.
Como resultado desse esforço, foi possível definir áreas prioritárias para a conservação, indicar pontos críticos do empreendimento, sugerir alterações do projeto e criar mecanismos para diminuir os impactos da obra sobre o ambiente.
A equipe da BIOLAW identificou uma área na Planície Costeira que detém uma dos maiores índices de diversidade biológica do Rio Grande do Sul, que posteriormente foi transformada em uma unidade de conservação, a Reserva Biológica da Mata Paludosa.
Algumas das mudanças mais significativas do projeto de engenharia, implantadas para diminuir os danos ambientais, são representadas pela implantação dos túneis e dos viadutos no trecho de descida da serra do Pinto, que evitarão a supressão de ambientes de Mata Atlântica e o aterramento de cursos d'água.
O monitoramento dos impactos sobre a fauna, realizado pela BIOLAW, está em seu sétimo ano de andamento, tendo possibilitado o registro de novas espécies até então desconhecidas para a ciência e o aumento do conhecimento sobre a biodiversidade da região.